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Qual a melhor forma de levar dinheiro para o exterior?

Por Carolina Monterisi, portal IG - 13/abril/2010

Uma das dúvidas que surgem na hora de organizar uma viagem internacional tem a ver com as formas possíveis de levar (e gastar) dinheiro no exterior. As possibilidades são muitas: cartões de crédito, cartões pré-pagos, travellers checks...

Para ajudar na sua decisão, conversamos com profissionais da área do turismo que explicaram as vantagens e desvantagens de cada uma das opções:

Dinheiro em espécie

Em tese, levar "dinheiro vivo" em uma viagem é a forma mais fácil de garantir o controle de seus gastos, porque você sabe exatamente quanto tem. No entanto, não é a opção mais segura.

"Recomendamos levar um valor não muito alto, mas dinheiro em espécie é importante, pois você pode precisar gastar com algumas coisas assim que chegar ao aeroporto ou no primeiro dia, como para pegar ônibus, metrô, fazer uma refeição...", explica Adriana Covelo, diretora da unidade de São Paulo da BEX Intercâmbio.

Para trocar o real por moeda estrangeira, é preciso ir a uma casa de câmbio ou a uma agência autorizada. Vale pesquisar antes, já que os lugares utilizam taxas diferentes. Além disso, é cobrada uma alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a transação.

Cartão de crédito

O que deixa muito turista com o pé atrás na hora de usar o cartão de crédito é o fato de não conseguir prever exatamente o gasto no momento da compra, já que a conversão do valor é feita baseada no câmbio do dia de fechamento da fatura e não no dia da compra.

Por causa dessa dificuldade na previsão dos gastos, Adriana Covelo, da BEX Intercâmbio, sugere cautela. "Recomendamos usar o cartão somente em emergências. Também é preciso atentar ao limite de crédito, para não ficar na mão quando precisar."

Adriana, no entanto, não acredita que o cartão deva ser ignorado. "A vantagem do cartão de crédito é a praticidade. Não é aconselhável viajar sem ele."

Para Felipe Maffei, diretor de produtos da Visa, as vantagens superam as desvantagens. "A rede de pagamento é gigantesca, você paga com um cartão que já está acostumado a usar no Brasil e não tem a preocupação de ficar andando com muito dinheiro." Maffei ainda lembra que, em caso de perda ou roubo, é muito fácil bloquear e solicitar outro cartão.

Traveller Check (cheques de viagem)

O traveller check surgiu como uma opção para quem não queria usar cartão de crédito nem levar um bolo de dinheiro durante a viagem. Como funciona: você troca seu dinheiro por cheques, que são emitidos por um banco brasileiro em moeda estrangeira. Ao chegar no país de destino, você troca os cheques por dinheiro em casas de câmbio (nem todas aceitam, vale sair do país com uma relação de lugares que realizam a transação). Eles também podem ser usados para o pagamento de alguns serviços, como hotéis e restaurantes.

A parte vantajosa dos cheques de viagem é que eles não possuem data de validade e podem ser reembolsados pelo banco em caso de perda ou roubo. Por outro lado, eles não são a opção mais prática. Depois que foram lançados os cartões de débito pré-pagos [leia abaixo], a procura por essa forma aumentou muito, diminuindo o volume para os travellers checks. A opção do cartão pré-pago, feito pelas casas de câmbio é o mais seguro e conveniente.

Cartão de débito pré-pago

A opção mais nova para levar dinheiro em viagens são os cartões pré-pagos. O funcionamento é simples: antes de viajar, você carrega o cartão com o valor que quiser e, quando estiver viajando, pode usá-lo para pagamento direto ou para sacar dinheiro em caixas eletrônicos. No Brasil, o único tipo no mercado é o Visa Travel Money (VTM), que pode ser feito em algumas casas de câmbio e agências de viagem (confira a lista de bancos que emitem o cartão no site oficial da Visa)

Quem entende do assunto, diz que as vantagens são muitas. "O cartão VTM é recarregável. Acabou o dinheiro, você carrega o cartão e em 24 horas você pode sacar ou usar como débito em vários estabelecimentos ao redor do mundo", explica Adriana Covelo, da BEX Intercâmbio.

A recarga do VTM é feita com base no câmbio do dia, o que permite que você saiba exatamente quanto tem de crédito. Como não é preciso ter conta corrente para fazer um cartão pré-pago, até mesmo crianças podem ter um. Também não é preciso pagar nenhuma taxa de adesão ou anuidade. Apenas saques em caixas eletrônicos são cobrados - os valores são determinados por cada emissora e em geral não passam de 2,5 dólares por saque.

"Costumamos dizer que o cartão VTM é a revolução do traveller check. Ainda existem clientes que gostam de usar cheques de viagem, mas depois que conhecem a praticidade do VTM, mudam de opção", conta Adriana.

 
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